Dicas para você não enfraquecer sua imunidade, num contexto de fim de quarentena e de convivência inevitável com o novo coronavírus

Por Wendel Lima, Revista Adventista


Faz parte do senso comum acreditar que alguém com o sistema imunológico enfraquecido seja mais suscetível a contrair infecções causadas por vírus e bactérias. E isso está certo. Porém, segundo vários imunologistas, o que não está totalmente correto é afirmar que nossa imunidade possa ser reforçada além da sua condição normal.

Na verdade, o que você pode fazer é não fragilizar seu sistema imune. Alguém saudável tem a defesa do seu corpo funcionando em sua capacidade máxima. Contudo, muitos de nós, por causa de um estilo de vida marcado por sedentarismo, estresse crônico, sono inadequado e alimentação desequilibrada, não vivemos em condições ideais. Por isso, ter uma imunidade saudável tem que ver com combater, pelo menos, quatro vilões modernos.

Diminua o estresse

O estresse é a resposta fisiológica às situações de medo e pressão. Ele mexe com o sistema nervoso, passando pelo endócrino e afetando o imunológico. A liberação de hormônios como adrenalina e corti­sol faz parte dessa reação, que nos leva ao estado de alerta. O problema é que muita gente vive num estado de estresse permanente, ainda que baixo. O caminho é usar técnicas de relaxamento, investir em lazer de qualidade e nos momentos diários de reflexão com Deus.

Pratique exercício

A atividade física precisa ser regular, moderada e adequada para a idade e as condições físicas do praticante. Os exercícios beneficiam a musculatura, o sistema cardiovascular, o trato respiratório e a imunidade. Um ponto importante é que movimen­tar-se estimula a circulação sanguínea e linfática, e isso é fundamental para que as células imunes cheguem a todos os tecidos do corpo. Além disso, suar a camisa produz endorfina, hormônio que alivia o estresse.

Durma bem

Durante o descanso noturno, há a diminuição do metabolismo e esse é o período em que o organismo fará a recomposição das energias e intensificará a produção de células imunes. Pesquisas têm indi­cado que organizar a vida de acordo com o ciclo circadiano, de repouso à noite e atividade durante o dia, é muito impor­tante para a saúde como um todo. Por exemplo, quem dorme menos de 5 horas por noite tem quatro vezes mais chances de desenvolver doen­ças respiratórias.

Coma saudavelmente

Isso inclui, primei­ramente, hidratar-se (beber água em nível suficiente) todos os dias. E tem que ver especialmente com uma alimentação que não seja infla­matória, ou seja, a dieta consagrada no Ocidente moderno: rica em carboidra­tos, gorduras saturadas, áçucar e sal. Estima-se, por exemplo, que o brasi­leiro ingira cinco vezes a quantidade diária de sal recomendada pela OMS. Na prática, a regra geral é valorizar ali­mentos in natura em vez de industria­lizados. Inclua nesse menu os seguin­tes grupos de alimentos: (1) sementes e oleaginosas, (2) cereais; (3) legumino­sas; (4) hortaliças verdes, e (5) frutas. Em meio a uma rotina agitada, o que pode ajudar é consumir diariamente os smoothies, bebidas que reúnem vitaminas, minerais, carboidratos e fibras. Clique aqui para ver uma receita de smoothie verde.

A manutenção de um sistema imu­nológico saudável é um processo com­plexo, que não tem que ver com a inges­tão de “pílulas mágicas”, mas com a adoção de hábitos saudáveis. Suple­mentos, ainda que sejam de vitaminas, não devem ser usados sem prescrição médica, pois se destinam apenas para aqueles que apresentam deficiência desses nutrientes.

Fontes
Dra. Ana Caetano Faria, médica e professora da UFMG e consultora da Sociedade Brasileira de Imunologia, em live no dia 29 de abril; e Gabriela Palma, nutricionista clínica e integrativa, em artigo no portal querovidaesaude.com, no dia 28 de maio


WENDEL LIMA é editor associado da Revista Adventista

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